18.9.11

dir *.*

As palavras já não são escritas com tanta facilidade. É o excesso delas que vem me prejudicando, vem, sem acento, porque já estou na fase do novo acordo, mesmo sem saber o que o novo acordo diz. Sei que ideia não tem acento, assim como Natalia, o meu Natalia, nunca teve. Destino.


E mais um janeiro se passou, e oito meses depois passados, e um ano inteiro vazio. Vazio de palavras porque esteve cheio delas. Frases curtas, pouco mais de 140 caracteres, porque estes são muito pouco pra mim, mas muito menos do que infinitos caracteres, porque desaprendi a escrever. Agora eu fecho a torneirinha de asneiras, com medo da conta no fim do mês. E ela nunca vem, mas está sempre por aí, me assombrando.

Uma vontade imensa de falar o que eu quero falar e uma censura imensa de não falar, para não falar. Vontade ainda maior de fazer. Que seja. Whatever.

Nenhuma vontade de ler o que tenho lido, pois uma vez lido, não consigo apagar do HD. Que vontade de formatar o disco rígido, de mudar o sistema operacional. De restaurar antigos arquivos (e amigos) perdidos na lixeira ou em algum backup que não consigo encontrar.

E mesmo assim acumulando novos documentos, imagens e planilhas. No meio de um armazenamento de Terabytes, onde arrumar espaço para os bits de sentimentos?

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28.3.11

2011 será.

No começo do ano fui tomada por uma estranha (e imensa) sensação de que 2010 tinha sido horrível. Se eu colocar no papel, até não foi, mas isso não impediu o sentimento esquisitoaqui dentro. Temo ser pela falta de ação que às vezes nos acomete, arrefecendo-nos aos poucos.


Tomada por esse formigamento, decidi então que 2011 seria o melhor ano de minha vida. Acredito piamente que quando você inicia um movimento, uma hora alguma coisa há de chegar. Certamente chegou. 2011 pode não ser o melhor ano, mas já é notável.

Alguém devia ter me lembrado, porém, que um ano pode ficar marcado por diversos acontecimentos ruins. Façamos, entretanto, que os bons prevaleçam...

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1.12.10

Minha vida de acordo com Chico Buarque

Você é um homem ou mulher?

Uma Menina

Descreva-se:

Essa moça tá diferente

Como você se sente?

Como um samba de adeus

Descreva o local onde você vive atualmente?

Samba e Amor

Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria?

Bye, Bye, Brasil

Sua forma de transporte preferido:

Geni e o Zeppelin

Seu melhor amigo?

Meu Caro Amigo

Você e seus amigos. Como são?

Quadrilha

Qual é o clima?

Sol e Chuva

Hora do dia favorita:

Noite de verão

Se sua vida fosse um programa de TV,como seria chamado?

Cotidiano

O que é a vida para você?

O que será

Seu relacionamento:

Futuros Amantes

Seu medo:

Morte e Vida Severina

Qual é o melhor conselho que você tem a dar?

Amigo é pra essas coisas

Pensamento do Dia:

Não Existe Pecado ao Sul do Equador

Meu lema:

Vai passar


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30.7.10

Maldição dos 27

Hoje escapo da maldição dos 27, talvez por pura teimosia em mostrar pro Renato Russo que os bons não morrem jovens, muito menos antes... Se bem que para mim, morrer com 90 anos vai ser morrer jovem, pelo menos em espírito.


Escapar da maldição também é uma constatação que não sou nenhum Robert Johnson, nenhuma Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Curt Kobain e uma infinidade de gente talentosa, polêmica e inspiradora; Mas sei que tenho uma estrela de rock aqui em algum lugar e ela não pretende morrer nem tão cedo...

Outros ícones do rock que morreram aos 27:

Johnny Kidd (vocalista do Johnny Kidd & The Pirates), em 1966
Brian Jones (guitarrista dos Rolling Stones), em 1969
Alan Wilson (vocalista dos Canned Heat), 1970
Brian Cole (baixista do Associations), 1972
Ron “Pigpen” McKernan (tecladista do Grateful Dead), 1973
Gary Thain (ex-integrante do Uriah Heep), 1975
Chris Bell (guitarrista do Big Star), 1978

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26.7.10

Bom Dia

Cresci com essa estranha sensação
de que eu podia perder a voz enquanto durmo.
Bom Dia, digo ao espelho.
E ele me responde em pensamento.

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26.4.10

Ilusionismo


ilusion
Upload feito originalmente por nat_peixoto

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27.3.10

Tardia

Olhando minha lista de desejos de ano novo percebi que só enchi o pneu da bicicleta ontem... Nem a usei ainda.


Bem, antes tarde do que nunca. Mas não posso me esquecer que é sempre melhor o desconforto de se apressar um pouco do que a angústia de perder o trem...

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20.12.09

15 anos depois...






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18.12.09

Desejos de ano novo...

Fiz a minha lista de Resoluções pra 2010:

10 - Comprar um Wii.
9 - Encher o pneu da bicicleta que passou 2009 inteiro vazio...
8 - Eliminar a Ruffles da minha vida...
7 - Conseguir acordar pras aulas de yoga de manhã.
6 - Desligar o computador ao dormir e não ligá-lo ao acordar.
5 - Não tomar coca-cola no almoço. (e nem no café da manhã, no lanche, no jantar, na ceia, de madrugada...)
4 - Voltar a ler mais de um livro por semana.
3 - Passar menos de 10 horas trabalhando.
2 - Não gastar tanto dinheiro com coisas que tenham botão de Liga/Desliga ou ser apresentada ao botão desligar delas.
1 - Parar de fazer listas que não servem pra nada.

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Como o tempo passa rápido...

Eu estava aqui pensando em escrever como vai ser reencontrar meus amigos de 10, 15 anos atrás amanhã e nas expectativas e frustrações que esse encontro é capaz de gerar quando recebi um texto, por e-mail, que resumiu muito do que eu estava pensando...


"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia (...) no espelho esta cara já não é minha..." (Nando Reis e Arnaldo Antunes)

Os anos passam e cada um de nós vivencia esta passagem à sua maneira. A letra da música fala de situações desta tomada de consciência e da constatação de como o tempo age sobre nossa aparência. Rever velhos amigos é outro destes espelhos. Porque é outro encontro inevitável com o tempo, quando nos damos conta de que não vemos uma pessoa ou freqüentamos um lugar há 10, 20 ou 30 anos. Isso nos faz exclamar: "Parece que foi ontem, como o tempo passou rápido!"

Muitos de nós usam esta constatação para buscar reencontrar estes velhos amigos e lugares. Se você é do tipo que toma iniciativa, talvez já tenha feito uma visita ao bairro da sua infância, à escola que estudou, procurou aquela pessoa que nunca saiu do bairro e tem notícias de muita gente. Mas estas ações demandam disponibilidade de tempo e muitas vezes de dinheiro, já que estes locais podem estar muito distantes de onde você mora ou trabalha na atualidade.

TÃO LONGE, TÃO PERTO

A partir da crescente popularização da internet e dos sites de relacionamento, reencontrar aquela turma gostosa da infância, da adolescência ou da juventude tornou-se uma tarefa muito mais fácil! Basta buscar nomes e lugares e uma rede vai se abrindo, conectando você tanto aos velhos amigos que na época eram muito próximos, quanto a pessoas que às vezes você nem se lembrava de ter conhecido. Este momento de descoberta geralmente vem acompanhado de uma grande excitação e entusiasmo! Planejamos nos encontrar, propostas aparecem de todos os lados, mas muitas vezes o encontro real não acontece. E o tempo volta a passar muito, muito rápido...

Porque deixamos estes encontros para depois? Porque não criamos um sentido de urgência e acabamos adiando este reencontro para um momento ideal, quando a vida estará mais tranqüila, quando não temos outros compromissos... ou seja, para um dia que todos sabemos que não chega nunca? Talvez porque, às vezes, estejamos tentando fugir é de um encontro conosco mesmos, de nos olharmos com outros olhos e de descobrirmos que pouca coisa mudou em nossa verdadeira essência.

Encontro com velhos amigos pode ser um espelho que te mostra para você mesmo. Ao encontrá-los fazemos necessariamente um balanço do que temos vivido! Falamos dos relacionamentos que construímos ou não, do trabalho que exercemos e acabamos nos questionando sobre nosso nível de satisfação com a vida. E isso é muito bom!

Quando você se permite este reencontro com quem você foi um dia, percebe que no seu íntimo esta pessoa vive como se o tempo não tivesse passado, cheia de entusiasmo, de esperanças, muito mais impulsiva e determinada, disposta a conquistar a felicidade. E você tem a escolha de abrir espaço para que tudo isso continue presente na sua vida!
Autora: Kátia Leite, naturóloga.

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