20.12.09

15 anos depois...






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18.12.09

Desejos de ano novo...

Fiz a minha lista de Resoluções pra 2010:

10 - Comprar um Wii.
9 - Encher o pneu da bicicleta que passou 2009 inteiro vazio...
8 - Eliminar a Ruffles da minha vida...
7 - Conseguir acordar pras aulas de yoga de manhã.
6 - Desligar o computador ao dormir e não ligá-lo ao acordar.
5 - Não tomar coca-cola no almoço. (e nem no café da manhã, no lanche, no jantar, na ceia, de madrugada...)
4 - Voltar a ler mais de um livro por semana.
3 - Passar menos de 10 horas trabalhando.
2 - Não gastar tanto dinheiro com coisas que tenham botão de Liga/Desliga ou ser apresentada ao botão desligar delas.
1 - Parar de fazer listas que não servem pra nada.

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Como o tempo passa rápido...

Eu estava aqui pensando em escrever como vai ser reencontrar meus amigos de 10, 15 anos atrás amanhã e nas expectativas e frustrações que esse encontro é capaz de gerar quando recebi um texto, por e-mail, que resumiu muito do que eu estava pensando...


"Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia (...) no espelho esta cara já não é minha..." (Nando Reis e Arnaldo Antunes)

Os anos passam e cada um de nós vivencia esta passagem à sua maneira. A letra da música fala de situações desta tomada de consciência e da constatação de como o tempo age sobre nossa aparência. Rever velhos amigos é outro destes espelhos. Porque é outro encontro inevitável com o tempo, quando nos damos conta de que não vemos uma pessoa ou freqüentamos um lugar há 10, 20 ou 30 anos. Isso nos faz exclamar: "Parece que foi ontem, como o tempo passou rápido!"

Muitos de nós usam esta constatação para buscar reencontrar estes velhos amigos e lugares. Se você é do tipo que toma iniciativa, talvez já tenha feito uma visita ao bairro da sua infância, à escola que estudou, procurou aquela pessoa que nunca saiu do bairro e tem notícias de muita gente. Mas estas ações demandam disponibilidade de tempo e muitas vezes de dinheiro, já que estes locais podem estar muito distantes de onde você mora ou trabalha na atualidade.

TÃO LONGE, TÃO PERTO

A partir da crescente popularização da internet e dos sites de relacionamento, reencontrar aquela turma gostosa da infância, da adolescência ou da juventude tornou-se uma tarefa muito mais fácil! Basta buscar nomes e lugares e uma rede vai se abrindo, conectando você tanto aos velhos amigos que na época eram muito próximos, quanto a pessoas que às vezes você nem se lembrava de ter conhecido. Este momento de descoberta geralmente vem acompanhado de uma grande excitação e entusiasmo! Planejamos nos encontrar, propostas aparecem de todos os lados, mas muitas vezes o encontro real não acontece. E o tempo volta a passar muito, muito rápido...

Porque deixamos estes encontros para depois? Porque não criamos um sentido de urgência e acabamos adiando este reencontro para um momento ideal, quando a vida estará mais tranqüila, quando não temos outros compromissos... ou seja, para um dia que todos sabemos que não chega nunca? Talvez porque, às vezes, estejamos tentando fugir é de um encontro conosco mesmos, de nos olharmos com outros olhos e de descobrirmos que pouca coisa mudou em nossa verdadeira essência.

Encontro com velhos amigos pode ser um espelho que te mostra para você mesmo. Ao encontrá-los fazemos necessariamente um balanço do que temos vivido! Falamos dos relacionamentos que construímos ou não, do trabalho que exercemos e acabamos nos questionando sobre nosso nível de satisfação com a vida. E isso é muito bom!

Quando você se permite este reencontro com quem você foi um dia, percebe que no seu íntimo esta pessoa vive como se o tempo não tivesse passado, cheia de entusiasmo, de esperanças, muito mais impulsiva e determinada, disposta a conquistar a felicidade. E você tem a escolha de abrir espaço para que tudo isso continue presente na sua vida!
Autora: Kátia Leite, naturóloga.

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6.12.09

Paixão

Não nego, sou uma mulher apaixonada por futebol. Acho que é genético e vem lá da minha bisavó que era flamenguista fanática e colecionadora ferrenha dos álbuns da Revista Placar. Dona Zilca sentava-se na sala, com a recém-comprada TV na frente e um radinho no ouvido, mas vocês se enganam se pensam que era para ouvir pelo rádio a narração do jogo transmitido na tv, ela queria era ouvir dois jogos ao mesmo tempo, apaixonada que era pela arte de conduzir a bola, seja por que time for...


Já comentei sobre futebol algumas vezes por aqui, mas quando me desafiaram a escrever sobre as oito coisas que faria antes de morrer, escolhi, entre outras coisas, fazer um gol de barriga aos 47 do segundo tempo, pelo Flamengo (é claro) em um maracanã lotado (pela minha imensa frustração pelo gol do Renato quando eu já estava comemorando o título estadual)... O maracanã lotado já é algo que me fascina, me arrepia inteira, me emociona e me leva às lágrimas, mas fazer parte dessa grande nação rubro-negra, e é um clichê, é uma honra inenarrável; Poucas são as torcidas ao redor do mundo que conseguem realizar tamanho espetáculo.

Parabéns, Flamengo! Somos hexacampeões!!!!

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Na Sarjeta

Depois da lei anti-fumo, o melhor lugar costuma ser o lado de fora do bar...

Parabéns, tia! 4.6 com motor 3.0!!!

Só queria fumar ouvindo música...

Mais de três já é quadrilha...

Quem tá na chuva é pra se molhar...

Fumando com estilo...

Pelotão de Fuzilamento




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3.12.09

Ataque de Pânico

Estava dando umas voltas lá pelo blog do André Blak quando me deparei com este vídeo que ele postou... Grata surpresa, muito bem feito!


Segue o texto do André sobre o curta:

"Alguns inocentes “golpes” de marketagem dão certo… Fede Alvarez, um publictário uruguaio de 30 anos, juntou alguns amigos bambas em computação gráfica para realizar esse curta-metragem de 5 minutos. Alegou ter gasto 500 dólares na realização do filme (me engana que eu gosto!) e botou pra circular na rede há 2 semanas atrás. O vídeo já é hit no youtube e vai quebrar a barreira de 1 milhão de views logo, logo.

Não é pra menos. Num país onde a tradição cinematográfica é quase nula, ver esse ATAQUE DE PÂNICO causa, de imediato, o espanto absoluto. É irretocável e assustador! Se as marcas Steven Spielberg ou Roland Emmerich estivessem no curta, ninguém ia duvidar da procedência. Um roteiro bobinho que serve de fio condutor para mostrar em 5 minutos Montevideo sendo invadida por robôs gigantes. NADA TOSCO! É de um rigor técnico e estético capaz de deixar qualquer criador de blockbuster hollywoodiano de cabelo em pé. Tanto que os direitos do curta já estão sendo disputados a tapa por alguns dos maiores estúdios americanos. Aguarde porque, em breve, teremos um longa sci-fi arrasa quarteirão comandado por um ermano uruguaio.

Mas dizer que só custou 500 dólares é sacanagem, né não?"

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29.11.09

Garota Propaganda

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26.11.09

Borrão

Ela me mostrava figuras abstratas que eu deveria concretizar em uma só palavra a fim de mostrar minha racionalidade e talvez até minha sanidade e coerência... Para mim era um monte de manchas sem sentido, mas eu deveria dar-lhes um significado qualquer, não um qualquer, um que fizesse sentido aos ouvidos dela... Para mim era um monte de manchas sem sentido. Até que ela mostrou dois borrões brancos, perfeitamente unidos por uma fenda, no meio de um outro borrão preto, que bem poderiam ser dois morros numa noite escura, mas para mim era uma bunda. Perfeita e redonda bunda. Tudo bem, redonda não, um pouco caída pela idade, talvez uma celulite aqui e acolá, mas era uma bunda perfeita, perfeitabunda. Ela tinha duas covinhas na exata junção da coxa e sorria um sorriso de Monalisa. Me apeguei àquela bunda, imaginei roçando-lhe através da saia de veludo preto, imaginei a brisa tocando de leve a sua circunferência, o primeiro tremular dos dedos tocando a sua pele macia e branca, branca como a neve que derrete ao sol... Imaginei o arrepio me percorrendo, me circulando, me transcendendo para correr em seus caminhos de perfeitabunda, com seus morrinhos de pelos se eriçando como gato assustado. Sim, a bunda tinha pelos, suaves, delicados e alvos pelos, assim como os morros têm a relva a pinicar os enamorados de pic-nic, só para lhes lembrar o lugar em que estão, o lugar a que pertencem naquele momento... Pequena relva trepadeira. Dorme, dorme, dormideira, pra acordar segunda-feira. Já era quarta e eu tive que dizer a ela que eram dois morros numa noite escura. Ela ficou satisfeita.

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24.11.09

Mon Drummond

Houve um dia, há muitos e muitos anos atrás, que um velhinho me disse: "Vai Nat, ser gauche na vida". Também me disse que eu não me chamasse Raimundo, o que, por sorte, obedeci, mas se Raimundo me chamasse, eu amaria a Maria... Morreria em um desastre, sem filhos porque é melhor não tê-los, mas como os saberei?

No meio do meu caminho tinham várias pedras e por causa delas perdi o bonde e a esperança. Eu sou uma desiludida... Os desiludidos continuam iludidos, sem coração, sem tripas, sem amor... Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo. Meu coração não é maior do que o mundo. O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar, o mundo é apenas uma fotografia na parede, mas como dói!

Cantaremos o medo da morte e o de depois da morte e depois morreremos de medo, mas estamos num tempo onde não se diz mais Meu Deus, não se diz mais Meu Amor. O Amor resultou inútil e os olhos não choram. Não amei bastante sequer a mim mesmo, não amei ninguém mas não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas...

A bunda, que engraçada, está sempre rindo, não quero ser o último a comer-te. Pra que tantas pernas? Prefiro as coxas, ah, a castidade com que abria as coxas... Não quereis ser pornográficos? Ah coito, coito, morte de tão vida. E nem restava mais o mundo, à beira dessa moita orvalhada, nem destino.

E agora, José? Se você morresse... Eu não devia te dizer, mas essa lua, mas esse conhaque, botam a gente comovido como o diabo.

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Banguela de bengala

em cada boca uma
sentença e uma
cárie
vou botar a gengiva
no trombone
vai ser olho por olho
pivô por pivô
primavera em nossa terra
extração dos dentes.
por trás de cada
homem bem-sucedido
sucede um banguela de bengala.

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