4.3.06

República dos Monstros

Muitas vezes ao fazer o bem
somos mal interpretados.
E ao querer o mal
Não somos bem sucedidos.
O ódio julga o amor
para os que não são amados.
E a mente o sepulta
nos que são bem resolvidos.
Odiamos quando queremos amar,
ferimos quando queremos curar,
choramos ao querer sorrir,
ficamos ao querer partir.
Enlouquecemos buscando sanidade,
sofremos desejando felicidade.
Sufocamos nossos sentimentos,
que sufocam nossos amores,
que escondem nossos ódios,
que não são nada além de nós.
É o nosso íntimo, o Id.
Passamos a vida inteira procurando o amor,
não seria mais fácil libertar o Id, destruidor?
E nos tornarmos monstros, voltarmos ao primitivo,
libertar o prazer e praticá-lo sem preventivo?
E nos proliferarmos, formando a República dos Monstros?
Ou será que é o que somos? Monstros?
Não, somos humanos,
mesmo que quase animais.
Lutamos para permanecer humanos,
lutando contra os monstros.
E buscamos o amor,
quando só queremos libertar
o ódio que alimentamos.

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