28.4.06

Amar, verbo intransitivo!

Amar, verbo intransitivo...
Não necessita sujeito (seja ele inexistente ou indeterminado).
Não necessita preposição (nem pós posição, nem posição alguma).
Não necessita complemento nominal (porque o amor não completa).
Não necessita adjunto adnominal (porque não precisa estar junto).
Não é um ato involuntário, nem despretensioso...
Ele pretende sim, ser reconhecido, admirado e às vezes correspondido.
Mas ele não precisa ser julgado e muito menos compreendido.
Ele precisa ser vivido.
Poucas pessoas sabem disso.

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20.4.06

Teoria de Darwin

Evolução ou um processo natural das coisas? Destino ou Livre Arbítrio?

Sei lá... Só sei que nesses parcos 23 anos, e principalmente nos últimos sete, eu já tentei ser de tudo um pouco em busca do meu lugar ao sol (embora prefira dias nublados, essa frase sempre me pareceu mágica...)

Já fui relaxada, ouvia Iron Maiden, calças rasgadas, bordadas, camisas pretas num calor infernal, cabelos grandes, desgrenhados, e qq outra coisa que aparecesse...

Já fui hippie de pantalona, batas, flores nos cabelos, tranças dos lados, óculos redondos, colar de paz e amor, e paz e amor só no colar...

Já fui certinha, recatada, nada de cigarro, cerveja, decotes e palavrões...

Já fui hetero querendo ser bi, mas com o tempo a gente percebe que tem coisas que realmente fazem muita falta em outra opção sexual... (e como fazem!)

Já fui atriz, já tentei cantar, já tentei dançar, já tentei tocar violão (só aprendi o refrão de More than Words, e olhe lá... Nem cheguei na fase do Stairway to Heaven... triste!)

Já escrevi um livro e já o rasguei em vários pedacinhos e taquei pela janela (e hoje me arrependo, estava bem escrito!)

Já plantei uma árvore e já tentei fazer um filho várias vezes (porque a graça está em tentar, sempre!).

Já tentei parar de tomar coca-cola inúmeras vezes, hoje em dia tento tomar só aos Domingos.

Nunca tentei parar de fumar, seria mentira aqui se dissesse isso... E, no fundo, queria não ter que parar nunca!

Jà tomei vários banhos de chuva na vida, e em um deles tentaram me assaltar, e eu achei graça! Depois corri, claro, muito...

Tomei banho de rio na virada do ano com medo de ficar resfriada, mas tomei...

Já disse Eu te Amo trocentas vezes na vida, e em todas eu amei de verdade ao dizer aquilo!

Já bebi muito por uma rejeição e entrei em coma alcóolico.

Já bebi muito pra comemorar e acabei triste!

Já aprendi que lidar com a sobriedade é muito difícil para alguns, e às vezes até mesmo para os que acham fácil serem sóbrios!

Já perdi entes queridos e amigos queridos, e ganhei outros poucos ao longo da vida.

Já brinquei de pique-esconde pra dar uma "agarrada" no vizinho, já me aproveitei do escurinho do gato-mia, e já pulei amarelinha depois dos vinte anos...

Apostei corrida de cadeira de rodas semana passada.

Já dei risada quando não podia e já chorei de tanto rir, e até já ri de tanto chorar também...

Quero escrever outros livros, plantar outras árvores e continuar tentando fazer filhos, pra quem sabe um dia, conseguir ter um!

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13.4.06

Dança da Solidão

Paulinho da Viola


Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra
cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão

Desilusão, desilusão
eu dança você
Na dança da solidão

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Sozinha no Mundo

Quando eu era criança, e nem era lá em Barbacena, eu gostava muito de um livro chamado "Sozinha no Mundo", se eu não me engano, escrito pelo Marcos Rey.

Era a história de uma garota que viajava com a mãe que morre na viagem de ônibus, ela ia parar numa pensão e acho que o final, que não lembro muito bem, é que ela tinha um tio rico, sei lá, um parente rico, e tudo terminava bem, e ela não ficava nem um pouco só.

Eu me lembro que eu gostava muito desta sensação de Sozinha no Mundo...

Quando perdi minha mãe, me dei conta de que sou bastante sozinha. Já me sentia sem ela há muito tempo, mas a morte apenas confirma o que a gente no fundo não quer se dar conta. Já não tinha pai, e agora mãe também não tenho.
De alguma maneira, eles se foram...

E de alguma maneira, eu permaneço...

E mesmo assim ainda não estou sozinha, nunca ficamos completamente sozinhos em vida, e eu nem sei se gostaria de estar...

Solidão mesmo, só na hora da morte!
Porque esta hora não podemos compartilhar com ninguém...

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3.4.06

O homem abriu a janela e deixou a chuva entrar...

E ela inundou o parapeito, depois os cabelos, o corpo, o chão e foi passando...

Seguiu seu curso como segue um rio, como segue a vida, mas deixou tudo encharcado pelo caminho.

Encharcado de pudor e lágrimas.

A devassa da chuva faz bem ao homem, dela nada escapa. Ele não escapa...

E quando a janela fechar, e a chuva parar, as lágrimas servirão para encharcá-lo novamente e o rubor da face, possuída pelos desejos da água, esquentarão seu corpo por mais uma noite.

Mais uma noite...

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Fim

Dizem que é triste quando o amor acaba...

Pra mim, mais triste é quando ele não acaba, quando ele fica por ali sem incomodar, mas querendo que o objeto amado se incomode...

É triste quando se ama de maneira diferente do que se amou a mesma coisa, e querer se preocupar com o que tão preocupante já foi e agora não faz mais parte da sua vida...

É triste quando o amor fica mas a convivência não é mais possível.

De repente a gente acorda e o amor continua lá, impassível, mas não é mais tão necessária a presença da personificação do amor, você não precisa mais dos beijos dele, dos carinhos dele, da aprovação dele, da aceitação dele... Mas você não deixa de amá-lo.

E também não quer vê-lo sofrer...

É preciso deixar partir o amor...

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2.4.06

Dor e sofrimento

A dor é um processo interessante da superação.
Existem pessoas que vivem de dor, na dor e para ela.
Não sabem levar uma vida sem sofrimento, sem tristeza, sem melancolia...
Elas se sentem felizes dessa maneira, vivendo o contrário do que as pessoas dizem ser a felicidade...

A felicidade pode ser apenas a medida do quanto a gente quer o que a gente quer...

Desde o amigo que aparece na sua casa, de madrugada, com o braço todo cortado, sangrando, segurando uma garrafa de cachaça na mão, até o que faz sempre as escolhas erradas só para provar que pode errar várias vezes conscientemente, eu já convivi com vários tipos de dores...

Eu tenho muitas dores, mas aprendi a conviver com elas, entendê-las e tentar superá-las, e se não consigo passar por cima dela, deixo ela no canto...

Não sentir dor pode ser tão ruim quanto alimentá-la.

"Tire seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor..."

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Dores

Que dor você está sentindo agora?

Sempre temos algum tipo de dor... Seja saudade, amor, tesão, paixão, cansaço...
Até a alegria pode ser uma dor.
É importante saber que tipo de dor estamos sentindo, focar a atenção nela e de repente, ela some...
Deixa de ser dor, e aí passa a ser sei lá o quê...
Algo que deixa de ser estranho ao seu corpo e se integra a ele.
Passa a ser uma parte de você!

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