4.1.07

Passageiros tresloucados
rumo ao sem fim do mundo
nos confins do universo,
cada um com seu baseado na mão
as fotos dos filhos na carteira,
a mulher no fogão fazendo a janta
e a vida normal no cacete.
Cacete não,
no olho do cu.
Fica mais indefinido,
assim como buscar o infinito.
Dentes trincados, bocas rachadas,
corpos violados,
e a vida normal lá...
no lugar dela.
O único lugar pra onde
as coisas perdidas devem ir.

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