29.9.07

Inventar de novo o amor...


"É preciso acabar com essa tristeza, é preciso inventar de novo o amor..." Vinícius de Moraes

Natalia foi uma das poucas mulheres que amei, e ainda amo, apesar de não estarmos juntos. Porque o amor só acontece quando o objeto amado é digno dele. E Natalia o é, e será ainda para outros. Ela merece ser amada! É pessoa de temperamento ímpar, personalidade forte, e um carinho que transborda pelos olhos transparentes. É reconhecida pelo humor sarcástico de palavras afiadas, pensamentos ágeis e respostas sempre prontas, porém humanas. Natalia é de uma sensibilidade imensa, de uma alegria infantil, e de uma maturidade assustadora. Natalia é isso e aquilo outro, é indefinível, indescritível e inesquecível...

Paulo

Natalia, uma pequena mulher que me encontrou, num turbilhão de rostos noturnos. Numa dessas noites em que parece que o mundo todo se prepara pra dormir eternamente. Essas noites sem estrelas, sem luar, sem previsões fantásticas, sem orvalho, escura como um passado distante. Dessas noites propícias a um crime passional, a um fuzilamento político, a um enterro, à uma paixão de momento, a um encontro e a vários desencontros. Natalia foi se mostrando aos poucos, foi me encontrando aos poucos, e aos poucos foi me apaixonando. Ela é dessas mulheres que nascem para encantar com gestos fúteis, acariciar com palavras ásperas e vivem a passeio no mundo. Já eu, pseudo poeta de mesa de bar, notívago, taciturno, medroso, não me mostrei por inteiro, não me entreguei por inteiro, demorei a encontrar em mim, o amor que existe em cada um. E quando o encontrei, era tarde. Como disse, Natalia veio ao mundo a passeio, não tem o mesmo tempo que eu.
Ela teve seu tempo de entrega, mas eu deixei passar, como passa o vento.

Natalia

Natalia é alegria em matéria bruta
É sorriso pintado de estrelas
Numa boca de riso em flores
É alma que transpassa corpo
E corpo feito pra amar
É doida
É santa
É puta
Natalia, já disse, alegria em matéria bruta

Du

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