12.1.08

Agressão

Ela vinha andando pela rua calmamente. Acendeu seu último cigarro até chegar à padaria onde compraria outro.
Passa um homem no caminho, pede um cigarro. Ela diz calmamente, este é o último.
De repente, a dor. A unha cravada em seu braço como um punhal no peito. A dor aumenta. Aparece alguém, tira a unha. Dor, confusão, gritos, dor. Mais dor, mas ela não chora.
Tem pena de si mesmo.
Vê o agressor como quem olha um cão raivoso na rua.
O braço começa a latejar, o sangue circula devagar, os olhos enevoam, a pressão cai, ela se apóia. Procura ajuda, a respiração falha, o vírus circula, o preconceito. A raiva, a indignação, circulam. Tudo parece mais pesado. O ar mais rarefeito. Ela sufoca. Sai correndo...
Mais dor, mas ela não chora. Tem pena de si mesmo.
Vê o agressor como quem olha um cão raivoso na rua.
Como quem perde toda a confiança na humanidade...

4 comentários:

Pax disse...

Um chutezinho básico no saco não resolvia?

Nat disse...

Um chutezinho básico no saco faria com que a história não fosse digna de ser contada aqui, com esse melodrama todo hehehehe
Bjs

Monsores, André disse...

Vou pra Niteroi uma hora dessas. A gente sai na rua a procura do tal sujeito e, bom, enfim...
Chutezinho no saco é o que ele vai pedir no lugar do que vou fazer com ele :)

Fred disse...

Nat, que que é isso....?