10.1.08

Das percepções e outros devaneios...

As conversas que tenho "frequentado" ultimamente versam sobre as desculpas, as mentiras, a morte, a existência, e afins...
Acredito que eu estava procurando algo parecido, e acabei encontrando. As discussões existenciais são muito produtivas, mas terminam por abalar minhas sinapses de maneira perturbadora.
Temo pensar que as pessoas que não pensam são mais felizes do que eu. E eu sou feliz.
O conceito de felicidade é abstrato demais e não quero entrar nele agora, mas é fato que quanto maior o anseio, ou o coqueiro, maior o tombo, ou menor a felicidade.
É comum nos vermos e nos sabermos pelo espelho, e é comum sermos o que somos para os outros. Mas alguns nunca se esquecem que o contrário é espelhado.
Houve uma época em que todos me julgavam inteligente, e isto foi se tornando tão pesado para mim que abalei minhas estruturas para sempre. Se a pressão interna era maior eu não sei, mas que uma levou a outra, independente da ordem, ah, isso foi.
Para sobreviver na minha família é preciso ser esperto, porque o mínimo que se espera de cada um, e sempre foi assim, é simplesmente o máximo. Não que eu despreze minha carga genética, mas dou mais importância as coisas que herdei bem menos interessantes, mas isso é papo para outra hora.
Nesses abalos acabei por desenvolver uma inteligência muito mais intuitiva. Há pouco tempo eu me dei conta que nunca li os clássicos, que não gosto de ver os filmes que estão na moda, nem tenho grande conhecimento em muita coisa que gostaria.
Nesses abalos acabei por gostar do exótico, do incomum, do pressentido. Acabei por gostar de gente. E, dessa maneira, consigo conversar sobre quase tudo, sem grandes conhecimentos, mas baseada em minhas percepções dos outros e das coisas que adquiri por osmose.
A minha inteligência, seja de que maneira a trabalhei, me fez ser o que eu sou hoje...
Agora me diga, qual é a sua inteligência?

4 comentários:

João disse...

Nat,

Inteligência ou sabedoria? Raciocínio, percepção? Sentimentos?
Mas, concordo.
A minha é racional. Esta é minha inteligência. Depuração, apuração, conclusão.
Não sou de me perder de amores por ninguém, isso dificulta muito. Mas sou reconhecido como fortaleza. Dói? dói.
Mas bem menos.
Esta é a minha inteligência.

Nat disse...

João, querido, cada um usa da melhor maneira dos seus atributos intelectuais, não acha?
Tem gente que lida bem com as emoções, outros não.
A inteligência emocional é algo raro de se conquistar.
Mas todos chegaremos lá, no meio-termo. ;- )

Fred disse...

Te acho inteligente demais.

Me acho limitado.

Beijão

Adamastor Goldman disse...

Eu sou um gênio.

Incompreendido, é claro, o que torna tudo muito mais divertido.