25.1.08

Música de Sexta

Eu acordo pra trabalhar...

Sabe aquela velha história de que o trabalho dignifica o homem? Pois eu concordo plenamente. O problema é quando se gosta de trabalhar, mas não do trabalho que se faz. É o meu caso. Há algumas semanas eu tenho saído de casa muito antes do meu cérebro acordar e quando volto já está escuro, há algum tempo, e isso em pleno horário de verão. Isso não me deixa muito feliz, mas, confesso: Ficar um dia à tôa em casa é ótimo. Mais do que isso é um pesadelo pra mim...
Estava pensando na música de sexta dessa semana quando me lembrei do ato diário de sair de casa, entrar naquele ar condicionado ligado eternamente em congelantes 20 graus (quando se chega é ótimo. À noite, a coisa começa a congelar os dedos que vão ficando roxos e insensíveis...), e sair de lá cansada e louca pra tomar uma cerveja. E louca pra ver a luz do sol... Essa foto aí do lado é da única fonte de luz natural que eu vejo durante o dia inteiro, nas raras vezes em que consigo parar para fumar um cigarro...

Capitão de Indústria
Paralamas do Sucesso
de Marcos Valle e e Paulo Sérgio Valle

Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas
livres, coloridas
Nada poluídas
Eu acordo p'rá trabalhar
Eu durmo p'rá trabalhar
Eu corro p'rá trabalhar
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça que
Passa e polui o ar
Eu nada sei
Eu não vejo além disso tudo
O amor e as coisas
livres, coloridas
Nada poluídas

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