2.1.08

Praianos Parodeiros

Eu acho que ninguém sabe o que seria de si mesmo se não fosse a família que tem. Dizem que família a gente não escolhe, mas certamente eu teria escolhido a minha, se não tivesse nascido nela.
Há muitos e muitos anos (a primeira edição dO Praiano é de 1925) que a gente frequenta o mesmo lugar nas férias, a Praia de Carapebus, lugar a que me reservo o prazer de falar mais detalhadamente depois. Lá temos um "clube", com salão de festas, de jogos, quadra de vôlei e futebol, e um bar, o Barlança, que é o lugar mais frequentado da praia. Acontece que todo ano, há anos a fio, meus tios e tias e primos e primas (e são dezenas) fazem paródias com eles mesmos ou com coisas comuns a nós, praianos. Praianos Parodeiros.

O meu pai era praiano
Meu avô era praiano
O meu bisavô praiano
Foi o praiano primeiro
Venho à Praia há muitos anos
Sou um praiano parodeiro*

(Opa, essa é outra paródia...)

Como homenagem à minha família, coloco aqui essa paródia, apresentada no Show das Paródias, no carnaval de 2007 (onde estiveram as 20 +), chamada Sobrou Nadinha**. Eu estou no coro, mas não canto nada, só finjo, ;- )

Música Original:

Sobradinho
Sá e Guarabyra

O homem chega, já desfaz a natureza
Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá pra cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai sumir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a professia do beato que dizia que o Sertão ia alagar

O sertão vai virar mar, dá no coração
O medo que algum o mar também vire sertão

Adeus remanso, casa nova, sento-sé
Adeus pilão arcado vem o rio te engolir
Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o gaiola vai, vai subir
Vai ter barragem no salto do Sobradinho
O povo vai-se embora com medo de se afogar.

*PrAiaToDoS (Luiz Henrique Pereira, primavera de 1999).
**Sobrou Nadinha, Vários.

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