5.2.08

Manual da Mulher Aceitável

Antes que as amigas mais engajadas no movimento feminista partam para cima de mim, eu aviso: Isto é uma brincadeira. Dizem por aí que as dicas são boas e que funcionam, mas como não me interessa testá-las, nunca vou saber.

O fato é que quando olho pras mulheres à minha volta, não gosto do que vejo. E essas mulheres que tenho ao redor de mim são todas naquele estilo que muitos homens dariam tudo pra ter. Bonitas, cultas, independentes, bem administradas (não gosto do termo bem resolvida. Pra mim mulher bem resolvida não existe. As que se auto-intitulam bem resolvidas são as que sabem fingir melhor. Prefiro o termo bem administrada porque indica que a mulher sabe que tem problemas, todo nós os temos, mas consegue lidar bem com eles). Em suma, coisa rara no mercado.

O problema é que geralmente essas mulheres estão muito preocupadas com o que podem dar ao outro (eu não posso ser fácil pq vão me taxar disso, não posso ser difícil porque senão ele vai comer a puta da esquina, não posso falar disso porque ele vai me achar arrogante, devo falar sobre isso porque é a tese de mestrado dele), ou estão absorvidas no que elas querem receber do outro (namorados têm que se falar todo dia, namorados tem que se ver todo final de semana, ele não pode sair com os amigos dele a não ser pro futebol, ele tem que ir em todas as festas que eu for).

Essas mulheres passam a vida inteira programando o que dar versus o que receber. Elas não aprenderam a trocar, não são pessoas flexíveis. Então, para mim, as mulheres aceitáveis são as mulheres flexíveis, e elas se dividem em dois níveis.

No primeiro nível estão as que se deram muito bem profissionalmente, ou tiveram namorados bons e maduros, mas em algum momento da vida se cansaram. Agora elas estão em busca de uma evolução como pessoa, então se tornam mais eficazes na percepção do dar-receber, mais flexíveis. Passaram por situações, seja nos relacionamentos, seja no trabalho, que a fizeram entender como funciona o mecanismo eu-e-um-outro, e como isso pode ser uma troca interessante.

Dicas para encontrar uma mulher neste nível:

- Não namore uma funcionária pública.

- Não namore uma profissional liberal, estilo free-lancer, jornalistas, designers, arquitetas, decoradoras, etc... (elas se acham felizes por não ter horários e chefes, mas justamente por isto poderão ter problemas em se relacionar com outras pessoas).

- Procure mulheres que trabalham em grandes empresas (quem sabe nesta você não encontra uma super executiva para sustentá-lo).

- Mude-se para uma cidade grande. E, mesmo assim, faça visitas regulares a São Paulo. É lá que a maioria dessas mulheres se encontram. E caso você arrume uma de lá, melhor ainda. Ela vai morar longe de você, vai ter dinheiro para pagar a sua própria passagem, e vocês só vão se ver durante dois dias na semana, com todo conforto possível. Este namoro é, de longe, o mais passível de durar.

- E agora vem a última dica, fundamental: Se você encontrar uma mulher dessas, não conte nem para o seu melhor amigo. Elas são raríssimas e tem altíssimo preço de mercado.

Já no segundo nível de mulheres flexíveis, temos as mais jovens, normalmente estudantes, que são flexíveis por questão de personalidade mesmo, e não porque a vida lhes encarregou de tomar essa decisão. Geralmente são universitárias, escolheram profissões difíceis ou que não têm muita perspectiva rentável a longo prazo. O perigo nessas mulheres é que elas dificilmente tiveram relacionamentos duradouros. Estão em busca de um homem que ensine mais do que aprenda. Pode ser uma experiência fantástica na cama, e substitui um bom analista.

Dicas para encontrar as mulheres deste nível:

- Tire sua roupa de ginástica do armário. Essas mulheres são frequentemente encontradas em parques e praças fazendo aula de Tai-chi ou Yoga. É bom começar a malhar também para aguentar o pique.

- Acostume-se a gostar de misto-quente com guaraná natural. Nos quiosques da universidade você vai encontrar dezenas delas lanchando.

- Procure os botecos vizinhos das faculdades, aqueles que têm nome começado por Vestibular, Academia, Faculdade, e que terminem em Aula, Série. Enfim, botecos com esses nomes absolutamente geniais. Elas estarão lá tomando cerveja com os amigos entre uma aula e outra. Com um bom papo você consegue facilmente convencê-la a matar aula, isto não é difícil.

- Se você resolver fazer uma faculdade de novo para encontrar uma dessas mulheres, dê preferência para os cursos difíceis. Essas mulheres geralmente gostam de desafios. Opte por Engenharia Elétrica, Mecânica ou Civil. Física, matemática, astronomia, agronomia, filosofia. Mas nunca, jamais, escolha psicologia, nutrição ou enfermagem, e principalmente Ciências Sociais. Elas não estarão lá.

Dicas anotadas? Boa Sorte. Depois me conte se funcionou...

Um comentário:

Clara disse...

Gosto mesmo da forma como escreves...este post está hilariante.
Concordo contigo: quando olho para as mulheres à minha volta, não gosto do que vejo. Algumas mulheres, mesmo que tenham todo o sucesso do mundo, andam desesperadas para ter um homem ao seu lado. Não pelo amor e pelas sensações que podem sentir e partilhar, mas pelo estatudo de NÃO SOLTEIRAS, TIAS E SOLTEIRONAS QUE NINGUEM QUER. Que obsessão doentia, não achas?