7.6.08

Devaneios questionadores...


Recentemente tive a oportunidade de trocar umas palavras com a Mônica Mattos pelo MSN. Nos despedimos com a promessa de que na próxima vez ela me responderia oficialmente a algumas perguntas que eu disse ter interesse em fazer à ela.


A Mônica é um personagem que me desperta bastante interesse, não só porque ela não é um personagem somente, e sim uma mulher, com cara de menina, de carne e osso, mas porque ela admite fazer o que gosta, e que na sua vida privada prefere somente "meninas", como ela mesma me disse.


Minha atração pelo lesbianismo se dá em parte por eu achar, em outra série de conversas com amigas (que pretendo publicar um dia), que boa parte da atração por outra mulher começa com um interesse grande que a pessoa tem em valorizar na outra o que há de belo nela mesma. Seria um sentimento parecido com inveja, que passa pela admiração, e depois, o amor.


Algumas têm esses instintos mais aguçados do que outras, e acabam por pôr em prática esse narcisismo às avessas em suas relações sexuais. Boa parte do que ouço delas me faz crer que algumas dessas mulheres não se sentiam admiradas pelos homens, e também não conseguem me responder com clareza se o problema não era dos homens que tiveram. Ao contrário, muitas concordam que receber um elogio de uma mulher é considerado um elogio e tanto, visto que as mulheres é que costumam reparar verdadeiramente nas mulheres, pelo menos é assim que algumas pensam, ao contrário de mim, que entendo que a admiração do homem pode parecer superficial, mas é mais intensa do que qualquer outra coisa...


Não quero entrar no mérito aqui se a homossexualidade é biológica, genética, ou casual, isso não me interessa. Também não quero que entendam o que eu estou dizendo como uma constatação de que a baixa auto-estima de algumas mulheres levam-nas a procurar outras mulheres. Mas vivo no meio de um fenômeno em massa de uma geração, a minha, que tornou possível expor suas preferências sexuais. Se elas gostam de meninos ou meninas, ou se gostam de uns e outros, elas fazem questão de dizer. Ainda estão dentro demais do fenômeno para procurar entendê-lo. Eu, por outro lado, estou de fora, e gosto de observar as pessoas que me rodeiam, então os questionamentos que me faço, acabo fazendo a elas também. Algumas percebem desde cedo a diferença de gosto, outras acabam por satisfazer sua curiosidade e não querem mais, mas a facilidade que algumas tiveram em achar o mundo que as satisfazia não teria acontecido há uns anos atrás, este é o foco dessas minhas palavras....


Não sei se a Mônica vai me responder se não faz da sua vida sexual uma exposição porque gosta de ser admirada pelos homens, mas na hora de se entregar prefere as mulheres porque a admiração delas representa algo muito superior ao que consegue com eles, alvo principal de um trabalho (sim, é trabalho). Não sei se ela vai me responder se é vaidade ou um resquício de baixa auto-estima que a leva a fazer seus filmes, ou só consegue se expor dessa maneira porque o que faz ali não é sua prioridade, não sei se ela vai me responder se entende a que grau ela sacia os fetiches masculinos, mas eu vou perguntar.


Não sei se ela vai me responder, porque não sei se ela quer pensar sobre isso. Já dizia uma amiga minha: "quem pensa não fode".

Um comentário:

Brancaleone disse...

Bom, sou mais conservador que rótulo de Maizena e para mim Omosexual é sabão em pó para lavar as partes íntimas. Posso até tolerar a amancebagem aviadada mas não aprovo. Não é a minha praia. Este coisa de "opção" sexual é problema glandular ou coisa parecida.
Pode ser um argumento terrivelmente machista, chulo e preconceituoso, mas mulé bem amada e bem comida por homem não "opta" pelo lesbianismo...
Desculpe se minha opinião ofende. É apenas uma opinião. Se as pessoas querem que a diferenças sejam aceitas, que aceitem minha opinião.