28.8.08

Isso que é marketing...


Pessoas têm berço, animais têm ninho, plantas têm raízes. Nessa ordem confortante das coisas, natural que empresas também queiram se situar no mundo. Não no colo insuficiente de um cep, mas no regaço receptivo de uma cidade maravilhosa. Sendo a Piraquê a empresa e sendo o Rio de Janeiro a sua origem, quem sabe não possa ter sido o amor a massa e o calor carioca o forno? A Piraquê veio à luz num parto solar, ondas do mar em contração, a paisagem dilatando espaço - e eis a fábrica. Fermenta e cresce, Piraquê (Ah, se o endereço falasse!). Trabalho foi a primeira palavra, o primeiro passo entusiasmo, o sucesso já nos primeiros tempos. E assim, com ou sem trocadilho, se assaram os anos: a Piraquê alimentando o Rio, o Rio devorando a Piraquê, ele dando a maior força, ela esforçada por ele. Na troca de energias, a Piraquê cercou o Rio de oferendas; o Rio rodeou a Piraquê de gente, gente, gente. Gente gentil. Depois de décadas deliciosas, uma nos braços do outro, as bodas de ouro pelas orlas douradas. Uma história longa para se orgulhar, e muito mais orgulho há de vir. É a Piraquê amando esse Rio amável - pelo menos é assim que a Piraquê, com porta-vozes humanos, pode dizer que se sente -, esse Rio que exclamo!

Entre no site e ouça o funkadão da Piraquê

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27.8.08

Apenas mais uma carta...

Oi

Oi

Não sei por onde começar...

Pelo começo, sempre :- )

Primeiramente agradecerei os elogios. Sem elogios e críticas construtivas jamais alcançaremos o degrau mais elevado do processo evolutivo. Este é, para mim, primordial.

Elogio não se deve agradecer, é dado por carinho, por vontade!!

Quanto ao ressurgimento da Fênix... A vida tem dessas coisas. Difíceis de serem explicadas tão somente através da razão. Encontros e desencontros sempre acontecerão, pois fazem parte dessa trama, dessa teia de relações que origina a vida em sociedade. Há uma espécie de programação a ser rigorosamente cumprida, observada ou manipulada ao bel prazer, para o alcance da satisfação momentânea e/ou a plena felicidade [desconheço a existência de tal dádiva]. Muitos caminhos ou trilhas são possíveis, até o encontro da clareira e, por fim, ao nosso próprio destino [será q isto tb existe?].

Acredito em destino sim, e acredito também que a plena felicidade é passível de ser conseguida... Tudo depende do quanto queremos alcançar para sermos felizes...

Todos possuímos vícios e virtudes, inclusive os mais sábios homens deste planeta. Não deveis julgar as tuas aptidões e a própria capacidade de discernimento das coisas [certas x erradas], pois não há verdade absoluta. Há apenas uma verdade, uma vontade. Aquela de todo e qualquer indivíduo que virá sempre [ou quase ] acima de tudo, a qualquer tempo. Por isto, és merecedora de minha compreensão e amizade. E claro, também pelos vícios e virtudes...

Tenho vícios e virtudes, com certeza, como todo mundo, mas sou muito mais guiada pelas minhas vontades!!! Impulsividade, eis o meu nome...

Saiba de uma coisa...As mágoas existiram em um momento da vida. Entretanto, todos temos a capacidade e a oportunidadede superá-las. Muitos desconhecem, poucos conseguem. Felizmente alcancei a compreensão necessária para aquele momento. Não poderia ser diferente...Lembra-te daquele fatídico dia? A memória está em dia... Perguntei-lhe: "- É o que queres?" E complementei, com voz trêmula e os olhos cheios d’água: "- Então, que seja feita a VOSSA VONTADE". Veja... Sou contra sofrimento prolongado e desmedida compaixão. Por isso, o fim era inevitável. Jamais ficaria em oposição à tua vontade. Ela é e foi soberana. Na época, lamentei, compreendi mas relutei no q concerne à aceitação. Esta surgiu adiante, após muita reflexão. Sobre meus atos falhos, claro...

É legal a reflexão e a compreensão... Mas acho perigoso o aceitamento da situação só depois de refletir sobre seus próprios atos falhos... Ou seja, falando claramente, me preocupa o fato da aceitação não vir apenas porque o outro teve vontade, ou o outro quis que acabasse... Não, ela vem porque você errou em algum momento que fez que ela decidisse aquilo... Não sei se é assim que você pensa, mas é assim que parece, de vez em quando, mas como também isto é uma carta, fica difícil dar interpretações, porque as palavras não tem entonação!!! Mas se for assim, eu queria te dizer que não acho que você tenha feito nada demais para que eu quisesse terminar com você. Você não se abriu de todo, é verdade, mas acho que isso também não é responsabilidade só sua, eu te travava também... Isso puxa muito o assunto do desgosto que você vai me perguntar mais ali embaixo... Eu não sinto culpa, somente desgosto no sentido de achar que não aproveitei você da maneira correta, que passamos muito pouco tempo juntos e eu poderia ter aproveitado mais... É isso!

Mencionaste "nunca tive culpa, mas um certo desgosto, só isso". Poderia dizer o motivo? Meu objetivo não é forçar a barra, contanto que sacie minha curiosidade. :-)Verdade seja dita... Enfrentamos muitas adversidades e provações. Embora os sentimentos se mantivessem inabaláveis, naquela época. Talvez fossem deturpados, mal interpretados ou até pouco compreendidos. Falo por mim... Francamente, eu não estava preparado. Nunca estive...Serei um eterno aprendiz. [Con]vivendo e aprendendo... Comecei a frequentar a internet, fiz algumas boas amizades, sempre lembrava de suas visitas ao servidor e de vez em quando aparecia lá, inclusive nos canais que você frequentava. Memória de professor é semelhante aos processadores Intel, percebes? Constantemente nos esbarrávamos. Na rua, nas barcas, nos bares... A coragem faltou para ti. Para mim, sumiu totalmente. Considerava minhas falhas como causadoras de tudo. Lembre-se, foram muitas...Recordaste um episódio que exemplifica bem as palavras transcritas acima. Naquele bar, quando soube de sua presença, fiquei calado e atônito. Afinal, a superação e remissão por minhas falhas não haviam se dissipado. Mal coordenava as palavras durante a prosa com amigos. Naquela noite, amigos escolhiam possível repertório de covers. Percebendo a morbidez de minha participação, ele pergunta [bendita e/ou maldita, para eles]: "- E aí cara, o que sugeres? Lacônico, respondi: "– Sixteenth Century Greensleeves, do Rainbow." [banda hard 70’s, da qual sou fã há alguns anos] Eles apavorados e estupefatos [também fãs mas pouco corajosos a “profanarem” tal música]: "– Caralho, boa cara." Um amigo: "- Porra, essa foi foda." Resumindo... Fiquei aliviado, mais participativo ou “sociável”. A noite prosseguiu, normalmente. Apesar do esforço, da empolgação inicial, eles nunca tocaram esta música de refrão forte...hehehe No entanto, quando voltei meu olhar, percebi sua partida. Não vi mais você... Devo salientar que, apesar dos pesares, o tempo foi fundamental para a reflexão e a superação. O relativo desapego [mentiraaaaaaa, isso não existe] constituiu-se em um aspecto positivo para aquele momento. Sempre soubera de minha conduta e que jamais haveriam ameaças ou perseguições. E esta se mantém indissociável de minha personalidade até os temposatuais. A felicidade quase sempre não reside em nossos corações egoístas [queiramos ou não, muitas vezes assim procedemos], que julgam-se arbitrariamente acima do bem e do mal. Ela está na beleza, na contemplação da vida. :-) Jamais esqueci ou esquecerei os momentos vividos. Fazem parte de meu relicário, minha antologia, minha biografia pessoal. Constituem-se parte integrante de minha consciência, que carregarei até a finitude [ou imortalidade, quem sabe?] Gostei da tua idéia...Brevemente relatarei minhas aventuras, peripécias e os eventos inusitados. Prepara-te!!! Voltei com tudo.
:-)

Mantenha contato
Beijos
Te cuida
eu.

Nada mais a dizer, despeço-me também
Mantenho contato
Beijos
Me cuido
eu.

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20.8.08

Vale qualquer coisa por uma medalha de ouro?

Entrou água nos sonhos olímpicos da equipe grega de pólo aquático...


... e areia nos sonhos olímpicos da dupla mexicana de vôlei de praia Candelas e Garcia (na foto)

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17.8.08

Dedicatória

Um dia é o tempo exato necessário para um parto, um enterro, um riso, um choro, uma euforia, uma derrota, um tiro, uma glória, uma guerra...
Um ano é o tempo exato necessário para 365 mortes ou 365 vidas.
Mesmo que um dia venha a morte, escolha a sua vida de amanhã.

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16.8.08

O que seria de mim...

"O que me faz sofrer é sentir que o que encheria qualquer mulher de felicidade, ou seja, ter o teu maravilhoso amor de homem e as coisas lindas que você me diz, tudo isto me causa ansiedade e me leva ao desespero. Quanto mais eu penso em me entregar a você novamente, tanto mais terror eu tenho do que seria de mim se teu amor ainda ardente se apagasse..."
Eu sei que vou te amar
Arnaldo Jabor

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14.8.08

A Máquina

Ultimamente percebi que preciso tomar cuidado com as histórias que conto. Já há muito que tenho fama de mentirosa, e só alguns poucos amigos sabem que, na verdade, eu só gosto é de repassar as inúmeras e infinitas informações inúteis (nem tanto) que acumulo por aí. Poucas pessoas conseguem acreditar que alguém seja tão viciada em informações, notícias e estatísticas sobre qualquer coisa (mesmo!) como eu. Mas eu sou.

O que eles não sabem é que meu slogan preferido é requentado: Eu aumento, mas não invento...

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Pensando nessa minha coleção de coisas não muito importantes acumuladas, me lembro de um médico que eu não sei o nome que diz que essa coisa do ser humano usar pouco o cérebro é tudo balela. Precisamos mesmo é usá-lo bem.

Isso me faz perceber que o ideal seria que pudéssemos dar uma esvaziada nos cookies da memória de vez em quando. Espero esse dia chegar com ansiedade!!!!

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Esse papo aí de cima de esvaziar o cérebro me lembrou uma frase de uma amiga no MSN. Era Esvaziando meu HD! Prontamente eu a corrigi dizendo que era melhor ela colocar Trocando a memória ROM.

A gente não precisa apagar os arquivos salvos. Importante mesmo é trocar aquela pecinha que faz o programa funcionar da mesma maneira sempre.

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5.8.08

Duplo Sentido

Reparei pelos comentários aí do post abaixo que as pessoas me interpretam mal se eu não usar um pouquinho de ironia no texto. É interessante isso, visto que tenho um lado meio filosófico-escambalhótico que as pessoas detectam primeiro. Bem, vou ter que usar mais dos meus trocadilhos infames enquanto escrevo, para as pessoas darem risadas e não acharem que estou filosofando algo incompreensível.

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Por falar em trocadilhos, o problema é que alguns ficam completamente sem graça quando escritos. A habilidade em tecer cenários eu não tenho. Por exemplo, neste sábado fatídico quando Deus destilou seu sadismo sobre mim, tivemos (eu e minhas amigas) um papo super legal sobre um cara, digamos, bem dotado, que vem a ser vizinho de uma delas. Depois, andando pelas ruas do Rio, em seus bueiros esvoaçantes, eu disse: _O pecado mora ao lado. Estava me referindo ao filme, claro. As amigas acharam que eu estava falando do cara. Tudo bem, eu disse, esse é um pecado que eu adoraria co-meter. Sacaram?

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Pois é, fica bem melhor falado e não escrito... Ganhei até palmas pelo trocadilho mais infame da noite. E foram vários...

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Por falar em coisas que não ficam bem escritas, ontem estava vendo uma reportagem sobre um alto executivo da Lufthansa que denunciou um esquema de combinação de preço pra sair ileso da denúncia do Ministério Público. A iniciativa foi nobre, mas depois que eu vi um "fasso", assim mesmo com dois esses, eu achei que o cara merecia um tempinho na prisão... Quem sabe com tempo livre pra ler, ele não aprenda um português decente.

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Isso porque era um alto executivo, vejam bem...

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E agora, pra vocês se divertirem um cadinho, vou mandar aqui eu cantando. Preparem os fones de ouvido, porque Deus é sádico e me deu uma cara-de-pau gigante pra cantar em tudo quanto é lugar, e esqueceu de um detalhe básico: a afinação.

Eu sou a de azul...

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2.8.08

Deus é sádico...

Eu sou uma pessoa que acredita em destino, acaso, encontros e desencontros. Coincidências? Não muito. Mas hoje passei a acreditar que Deus existe sim, e que ele é um sádico...

Nessa vida de "hoje se ganha, amanhã se perde", e "tudo bem, deixa rolar", "um dia a gente vai à forra", nada é mais propício que as voltas que o mundo pode dar, e as pessoas que a gente vai acabar encontrando por aí...

Triste é constatar que a pessoa que você mais quer encontrar mora a menos de um quilômetro da sua casa, no seu mesmo bairro, na sua mesma cidade, e que você jamais o encontrou sem querer. E que três anos depois de um estranho (?) Par ou Ímpar, você acaba reencontrando uma pessoa que você nunca imaginou reencontrar, numa cidade distante, num bairro distante, num aniversário de uma amiga que você viu pela última vez há exatamente um ano...

Deus é sádico, sim, sem a menor dúvida. Ele está aí em todos os detalhes para esfregar algumas coisas bem na nossa cara. Às vezes não lembrar de algo nem é tão ruim assim... Desistir? Nunca. Se iludir? Jamais. Mas a não sapiência às vezes é o melhor dos presentes...

Sorte no jogo, azar no amor, nem sempre é um ditado babaca... Pior é azar nos dois, duas vezes.

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