28.8.08

Isso que é marketing...


Pessoas têm berço, animais têm ninho, plantas têm raízes. Nessa ordem confortante das coisas, natural que empresas também queiram se situar no mundo. Não no colo insuficiente de um cep, mas no regaço receptivo de uma cidade maravilhosa. Sendo a Piraquê a empresa e sendo o Rio de Janeiro a sua origem, quem sabe não possa ter sido o amor a massa e o calor carioca o forno? A Piraquê veio à luz num parto solar, ondas do mar em contração, a paisagem dilatando espaço - e eis a fábrica. Fermenta e cresce, Piraquê (Ah, se o endereço falasse!). Trabalho foi a primeira palavra, o primeiro passo entusiasmo, o sucesso já nos primeiros tempos. E assim, com ou sem trocadilho, se assaram os anos: a Piraquê alimentando o Rio, o Rio devorando a Piraquê, ele dando a maior força, ela esforçada por ele. Na troca de energias, a Piraquê cercou o Rio de oferendas; o Rio rodeou a Piraquê de gente, gente, gente. Gente gentil. Depois de décadas deliciosas, uma nos braços do outro, as bodas de ouro pelas orlas douradas. Uma história longa para se orgulhar, e muito mais orgulho há de vir. É a Piraquê amando esse Rio amável - pelo menos é assim que a Piraquê, com porta-vozes humanos, pode dizer que se sente -, esse Rio que exclamo!

Entre no site e ouça o funkadão da Piraquê

17 comentários:

rodolfo mondolfo disse...

Natinha, a Piraquê devia te contratar. Deu até vontade de comer macarrão Piraquê.

Samoça disse...

Putz!!!

Beijo.

rodolfo mondolfo disse...

Sua beleza é de cimento queimado
Sobrevivente das senzalas e vilas operárias
Desce a Baixada para a procissão colorida do Maracanã
Estende tuas roupas puídas como bandeirolas de São João
Sua vida é de bala perdida
com paradeiro num trem da Central
Fuma tua esperança até a última guimba, de olho nas pernas da menina no apartheid da praia de Ipanema.

Rodolfo Mondolfo andando pelo Rio.

rodolfo mondolfo disse...

A moça da foto vermelha é branca
branco dos dentes de pérola
sorriso firme como uma estrutura de concreto armado do Niemeyer
pestanas castanhas de ceia natalina
O que quer a moça do blog tão distante e anônima?

Ligia disse...

Bem, passei aqui exatamente um mês após seu aniversário... então estou deixando meus parabéns, mas fora do post anunciado porque, agora, é parabéns por xis anos e um mês...

bjs

Brancaleone disse...

E eu apareci para ver a fotinho lá no cantinho e aqueles dentinhos lindos.
Se existir alguma relação entre a face e digamos assim "outras partes", esta menina cá deste blog deve ser muito, mas muito bonita ( e bonita é apenas porque estou me contendo)...

nada será como antes disse...

Nat,

Venho aqui quase todos os dias e tenho encontrado poucos textos novos. Gosto da sua escrita, como você sabe. Sinto falta do estilo. Beijos.

Nat disse...

Rodolfo Mondolfo, meu poeta preferido!!!!

Ligia e Branca, obrigada!!!!

Nasca, eu tb queria escrever mais, mas estou trabalhando muito, sem inspiração e sem paciência pra escrever.

Bjs

Brancaleone disse...

Putz!!!
Fiz 48 no mês passado mas só agora caiu a ficha!!

Acabei de concluir que tenho muito menos anos para viver do que já vivi!!!

Tô mais para o dia da morte do que da data de nascimento!! Será isso a meia idade?

E o que vocês tem com isso?

Nada. Absolutamente nada.

Eu apenas quis informar que a vida é curta...

rodolfo mondolfo disse...

Por um triz não te alcancei
Por um triz não peguei o vagão vazio do metrô
Por um triz você não viu meu sorriso
Por um triz não entrei no elevador contigo
Será que algum dia o tempo pararia para mim, nem que fosse por um triz?

Mr X disse...

oi, vim visitar aqui. mas não tem post novo não?

Brancaleone disse...

Leva mal não gente, mas com relação aos poetas e suas poesias, tô com o Mencken...

rodolfo mondolfo disse...

Broncão,
vc. é feio de mais para que sequer alguém pense em poesia. Só cometo poesias para a Natinha. Caso ela peça para parar, eu paro, Broncão intrometido.

Nat disse...

Meu Rodolfo Mondolfo de novela mexicana!!!! Não, não quero que você pare!!! Nunca!!!!

Bjs

Anônimo disse...

Rodolfo:
Eu o desafio. Escolha as armas e o local.
Como cavalheiro que sou, a finesse obriga-me a informá-lo que atiro muito bem.
Pensando bem, esqueça.
Minha violência poderá ser mal interpretada pela Nat.
Desta vez e apenas desta vez, eu o perdôo...

Brancaleone disse...

O anônima aí em cima sou eu tá?

Nat disse...

Opa, duelo por mim? Será que mereço tamanha honra vinda de dois nobres cavaleiros?

Bem, Brancão, tu tá certo. Tanta violência só prejudicaria sua imagem comigo. Prefiro-o do jeito que é, desafiante nas palavras.

Bjs