22.9.08

Alice e o banquete depois do enterro dos esqueletos do armário...

Alice soube, ao se olhar no espelho, que tinha sofrido uma profunda transformação. Qual Narciso, corria o risco de se afogar em sua própria imagem. Se tivessem lhe dito na semana passada que teria tal sentimento ao se ver refletida, ela não acreditaria. Ninguém acreditaria.

Embora vestida, tinha se despedido de velhos conceitos, peça por peça, esvaziando o closet, e enterrando definitivamente os vários esqueletos do armário. Uma pequena vitória, ela sabia, que tinha um gosto absolutamente doce.

Alice tinha medo, porém, de não conseguir degustar sabiamente aquele prato. Comê-lo rápido demais seria desperdiçar a chance de prolongar o prazer. Ao contrário, comê-lo devagar demais poderia causar um desinteresse em chegar até o fim.

Alice soube, ao se olhar no espelho, que o banquete tinha hora pra terminar. Ela só tinha que decidir qual...

4 comentários:

Gwyn disse...

"Alice soube, ao se olhar no espelho, que o banquete tinha hora pra terminar. Ela só tinha que decidir qual..."

sem decisoes...saboreie, deguste e deixe que o banquete termine quando o tempo dele acabar...ate ultimo graozinho na ampulheta...

Bruno Stern disse...

o problema de Alice não era o país das maravilhas?
Ou o país do espelho?

Samoça disse...

Oi Nat,

Olha Alice, o dia seguinte do banquete, sem toda aquela pompa e circunstância... enterrar os ossos... tem, aí sim, outro sabor.

Beijo.
:)

Brancaleone disse...

Leva mal não, mas estas interpretações metafísicas-filosóficas são um tanto quanto entendiantes.
Estes textos simples mas que são excessivamente complicados para parecerem interessantes não me atraem. Sou mais um Jack London ou Josefh Conrad...